quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Finalmente, Vamos Falar de Sexo!

Não, não são os meus pés!
Isto é um desenho tirado da Net.

Em conversa, com uma rapariga nova...
- Se o meu namorado quisesse uma gaja de chicote e roupa de vinil, eu mandava-o dar uma volta! Que fosse arranjar a prostituta noutro lado qualquer!

Ok, a rapariga pode não estar para aí virada, mas chamar prostituta a uma gaja só porque está numa de se vestir de vinil e andar às chicotadas a um gajo, parece-me um bocadinho ideia de beata velhinha e retrógrada.
Pessoalmente, já me apeteceu chicotear muitos gajos por aí. E gajas! Não vestida de vinil, mas de calças e botas de montar, que era a minha farda na altura. 
Há bem pouco tempo e à paisana, voltou a apetecer-me...
(E olhem que eu até era boa no chicote! Conseguia estalá-lo no ar sem tocar em nada nem em ninguém.)
Apesar de não haver nenhuma conotação sexual nesta minha vontade, acho que me divertiria bastante a chicotear algumas pessoas... (Perdoem-me, mas é esta minha costela malvada a falar!)


Agora, vamos ao que interessa: 
Sexualmente, confesso que já tive algumas experiências, digamos, diferentes da posição papá-mamã, habitual das beatas velhinhas e retrógradas (é o que dizem, eu nunca vi!), sem me considerar uma prostituta. Dezassete anos de relação contribuíram para se ter que puxar muito pela cabeça! ;-)

A rapariga nova em causa queria uma relação para toda a vida, sem nunca ter que vestir o vinil e usar o chicote. Não acredito que o consiga... Se o conseguir, talvez, em vez disso, tenha que fazer outra coisa qualquer para inovar, não só a pedido do namorado, mas por sua própria vontade. 

As relações (especialmente as longas) precisam de inovação/renovação, senão acabam por morrer. E estas inovações/renovações também são muito importantes a nível sexual. Ter relações sexuais sempre com a mesma pessoa, no mesmo sítio, à mesma hora, com o mesmo ritual de todas as outras vezes, acaba por se tornar numa monotonia. 
Por isso, inovar é a palavra de ordem. Todos os artefactos são permitidos, se nenhum dos intervenientes se opuser. 

Um chicote pode dar jeito... E, para estar na mão de alguém, que esteja na nossa!


(Pensavam que este post era mais picante, hã?? Seus malandrecos!!!)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Este Menino Não Existe...

Mãe, durante o jantar, desabafa sobre a pressão que sente com a vida doméstica:
- Fogo, estou farta de pôr roupa na máquina, estendê-la, pôr a mesa, fazer o jantar, levantar a mesa, pôr loiça na máquina, tirar loiça da máquina, limpar os cocós do gato, arrumar a casa, limpar a casa... Ufa, estou mesmo fartinha!
Filho consola mãe:
- Já podias ter dito isso antes... Eu podia ajudar-te pelo menos a pôr a mesa...
Mãe:
- Glup! A sério?
Filho:
- A sério!

Filho ajudou mãe a levantar a mesa, depois do jantar.

É por causa destas "queridices", que cada vez que penso na adolescência deste menino, até estremeço...
Quando eles são assim tão queridos e prestáveis em pequeninos, em adolescentes costumam ser terríveis.

Ai, ai, estou tramada, estou!

Retirada da Net. Yô!

sábado, 25 de agosto de 2012

Das Escolas e das Educações...

Hoje, ouvi dizer:

Sobre a escola

- Eu tenho o meu filho numa escola particular porque acho que o ensino é melhor. Não há direito que lá também existam crianças mal-educadas... A escola tem que fazer alguma coisa para evitar que estes alunos a frequentem, se não se sabem comportar, é expulsarem-nos! Se eu quisesse que o meu filho tivesse contacto com este tipo de pessoas tinha-o na escola pública! Se eu pago, tenho o direito de exigir que a escola faça alguma coisa.

Hummm?????

Sobre a palmada

- Quando ele começa com fitas, dou-lhe uma palmada. Agora, essa educação cheia de psicologia, do "eles têm que entender", não serve para nada, os miúdos estão cada vez mais mal-educados. Para mim, entre esta e a educação de antigamente, antes a de antigamente! Nunca vi, as palmadas fazerem mal a ninguém. Não há por aí, assim tantos traumatizadinhos. As crianças têm que saber quem é que manda! 


Ahhhhhhh!!!



Rrrssssss!!!


Sim, as imagens são todas da Internet!

#5 Faltam "Só"...

4 Dias
Imagem retirada da Internet

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Contar ao J. que a Heguita Morreu...

Foi hoje.
Felizmente, ele não estava cá quando tudo aconteceu... Tive tempo para chorar, gritar, culpar-me, bater-me, digerir o assunto, serenar, pensar... Não precisei de esconder as emoções, porque tenho estado sozinha, e por isso, acho que as fui conseguindo resolver melhor...
Quando ele chegou, matámos saudades, conversámos um pouco e depois contei-lhe. 
Primeiro, não lhe contei da injecção, disse-lhe que ela caiu e morreu. Depois, fui invadida por um sentimento de culpa por lhe estar a ocultar uma parte importante da história, que mais cedo ou mais tarde, ele ia acabar por saber, e ia saber juntamente com a sensação que eu lhe tinha mentido. Contei-lhe da injecção. Chorou. E eu fui invadida por um sentimento de culpa por lhe estar a contar uma parte da história tão dolorosa. Abraçou-me, deu-me beijinhos, perguntou-me se fiquei muito triste, se chorei, porque tivemos que lhe dar a injecção e porque é que ela não podia ter ficado deitada mas viva. Expliquei-lhe que os cavalos não podem ficar tanto tempo deitados e que se ela ficasse mais aquela noite assim, ia acabar por morrer na mesma e ia sofrer muito mais. Acho que compreendeu... 
Perguntou-me:
- Não vais ter outro cavalo, pois não?
- Não.
- A Heguita era especial, não era? Ela era a tua amiga e o teu único cavalo, não era?
- Era.
- Pois, eu sei!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Desafio lançado pela Lost Lenore

Este desafio foi criado pela Paula para comemorar os 100 seguidores do seu Blogue Suspiros de um amanhecer, mas foi-me passado pela Lost Lenore do blogue O meu livro de mágoas.
Parabéns Paula! Obrigada Lost Lenore!


Selo da Paula

As regras do desafio são :

1. Colocar sempre em destaque o blogue onde foi criado o selo e em segundo plano, quem o ofereceu;
2. Colocar uma imagem ou fotografia pessoal em cada tópico;
3. Passar o selo no mínimo a 4 blogues onde a Amizade, os sonhos, os sorrisos, a inspiração e imaginação se destacam mais.

Os tópicos são:

1. Uma lembrança/recordação
2. Uma amizade
3. Um amuleto
4. Um sorriso
5. Uma viagem
6. Uma peça de roupa ou acessório
7. Uma paisagem



1. O meu filho pequenino       
                                                         


2. A Heguita


3. O Amor

Imagem retirada da Internet

4. O do meu filho


5. À Dinamarca


6. A pele

Imagem retirada da Internet

7. A do horizonte


Passo o desafio:
à Naná, que tem umas fotos óptimas;
à Pretty in Pink, que adora desafios:
à Avogi, que também tem umas fotos muito boas e
à Inês, que anda meio desanimadita e acho que vai gostar deste desafio.

Peço desculpa, por as fotos não serem todas pessoais, mas foi o que se conseguiu arranjar...

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Heguita

A Heguita foi-se embora. Depois de um dia inteiro a tentar levantá-la, depois de termos que chamar uma máquina para a levantar, depois de ela se ter levantado, comido palha, ração, bebido água e ter levado 10 litros de soro, cai no chão e dá-nos a certeza que a hora dela chegou.

Autorizei que lhe dessem a malfadada e piedosa injecção. Perdi a minha melhor amiga. Mas, apesar de não acreditar em Deus ou no Diabo, em reencarnações ou espíritos, em Paraísos ou Infernos, sei que os animais quando morrem vão para um lugar mais belo do que a Terra e que, os cavalos em especial, vão para um lugar onde não há humanos, onde há prados sem fim, onde podem pastar e galopar à vontade, onde ninguém os prende ou os obriga a fazer seja o que for, onde podem dar cangochas e pinotes ao vento, acompanhados dos seus "uiiiiiis" de felicidade.

A minha Heguita foi para esse lugar.

Adeus minha grande, grande amiga!


Heguita Maria (a minha velhota)

sábado, 18 de agosto de 2012

Rugas

Imagem retirada da Internet

- Mãe, se esticasses a cara já não tinhas rugas, pois não?
- Não sei, vê lá como fico...
Estica-me a cara e vê o maravilhoso efeito.
- Oh, mas assim ficavas feia!
- Como é que me preferes, feia e sem rugas ou linda de morrer (eh eh) e com rugas? 
- Linda e com rugas! 
Pensa um pouco e pergunta:
- Como é que se fica com rugas?
- Com a idade a pele perde elasticidade (já não estica tão bem) e fica marcada nos sítios que nós franzimos mais vezes.
- Se eu fizer assim muitas vezes, vou ficar com rugas? - pergunta franzindo o nariz.
- Daqui a muitos anos, talvez fiques com rugas neste sítio, sim! - digo, apontando-lhe para o nariz.
- Porque não fico agora?
- Porque a tua pele é muito novinha e está preparada para esticar com o crescimento e fica sempre lisinha, mesmo que a franzas muito.
Breve silêncio e diz:
- Mãe, tu és sempre linda!
- Mesmo com rugas e gordinha, como tu dizes que estou?
- Sim. Tu não estás muito gorda, ainda não tens uma barriga assim! - alonga a barriga, de forma a parecer estar grávido de 5 meses.

Pois... ainda...

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Revolta

Ando imersa numa enorme revolta. Sempre fui um bocadinho revoltada, mas com a idade e com o "andar da carruagem" estou pior. Tenho plena consciência disso. Custa-me aceitar o que para mim e inaceitável, custa-me demais.

Tudo o que me cheira a sacrifício inútil, põe-me fula! 
Odeio fazer o que não gosto: ir contrariada a alguns sítios; lidar, ou simplesmente estar, com pessoas que não me interessam minimamente; vestir o que não me apetece, só porque é politicamente correcto; falar sobre assuntos chatos; ocupar o cérebro com merdices (ou porque são assuntos que tenho que resolver ou porque fazem parte do trabalho).

Ando revoltada com o meu cabelo, que mo cortaram mais do que eu queria; com a estúpida malinha que comprei que só dá para levar ao ombro e não dá para levar a tiracolo; com os atrasos ou greves dos comboios; com a hora tardia que chego a casa; com a falta de tempo para aquilo que me dá prazer; com o tempo que desperdiço a fazer coisas que odeio, como as compras, que tenho que fazer quase todos os dias; com o meu corpo que teima em acumular gorduras, como se fosse iminente eu passar fome; com os cigarros, que me estão sempre a fazer olhinhos; com esta porcaria de país que vive para uma economia inexistente; com a passividade das pessoas; com a arrogância dos governantes; com a pelintragem e o "chico-espertismo"; com a ignorância por opção; com a maldade; com as doenças que são incuráveis, porque existem empresas farmacêuticas que lucram mais com elas assim; com a ganância; com a minha não-concretização da revolta...

Apetece-me atirar tudo às urtigas e ser feliz de uma vez por todas! E, de preferência, bem longe daqui!

#2 Faltam "Só"...

13 Dias


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Elogio, ou Talvez Não...

Mãe e filho num tête-à-tête...

- Estás tão giro assim que vais ter um monte de miúdas atrás de ti!
- Achas mesmo? (ar entre o entusiasmado e o assustado).
- Humm, sim, acho que sim.
- A sério?! (ar estranho, indefinido).
- Não, estava a brincar!
- Não???? (ar só decepcionado).
- Bem, vais ter algumas, não um monte delas!
- Oh!!!

Desiste, mãe, muda de assunto, que este está difícil!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Parabéns!!!!!!

Este blogue fez um ano na sexta-feira e eu nem lhe dei os parabéns... Sou uma "mãe de blogue" muito desnaturada...

Imagem retirada DAQUI

Para afogar as mágoas, vou ali beber uma litrada de cerveja e, para me redimir da grande falha que foi este esquecimento (e de ter bebido uma litrada de cerveja), vou dar 100 saltos em pé-coxinho com uma garrafa  de cerveja cheia na mão e dizer "mãe de blogue desnaturada, mãe de blogue desnaturada!"

Ah e antes que me esqueça, outra vez... 

PARABÉNS SER MÃE É TRAMADO!

Não se admirem se eu não voltar!

Faltam "Só"...

16 dias 
Imagem retirada da Internet

domingo, 12 de agosto de 2012

O Pai

- Mãe, porque é que o pai não está cá?
- Porque teve que ir trabalhar...
- Mas porquê para tão longe?
- Para ganhar mais dinheiro.
- Então, nós estamos a usar o pai para ganhar dinheiro?
(Porra, ele tem razão, e não é que é mais ou menos isso?)
- Não, ele foi porque quis. 
- Mas nós precisamos assim de tanto dinheiro?
- Não é tanto dinheiro, mas as coisas estão más cá em Portugal e precisamos de ter mais uns dinheiritos para vivermos melhor.
- Mas eu queria que o pai estivesse aqui...
- Também eu...
- Porque é que não vamos todos viver para a Dinamarca?
- Porque não é assim tão fácil. Eles falam uma língua estranha, que nós não sabemos falar e, para trabalharmos lá, temos que saber falar dinamarquês.
- Mas falam todos inglês, falávamos inglês com eles.
- Sabes falar inglês?
- Não, mas aprendo! E depois aprendo a falar dinamarquês.

É tudo tão fácil para as crianças, que, às vezes acho que nós, adultos, é que complicamos...

Preciso Desesperadamente De Um Livro...

Imagem retirada da Internet

Gosto de:

Policiais e mistério
Romances de qualidade, nada de muito light, porque fico enjoada com facilidade
Literatura estrangeira ou portuguesa
Poesia, mas sou muito esquisita e tenho uma certa dificuldade em ler um livro inteiro cheio dela
Livros filosóficos
Livros eróticos

Não gosto de:

Histórias de época, com príncipes e princesas ou da Idade Média
Livros de auto-ajuda, tipo "como ser feliz em 3 minutos, sem ter que fazer nada para isso"
Fantasia ao estilo do Harry Potter ou da trilogia do Senhor dos Anéis
Histórias com espíritos, bruxarias ou terror

O que é que me aconselham?

sábado, 11 de agosto de 2012

O Guloso

Há um homem aqui na terrinha que nutre uma admiração intensa pelo my baby, tão mas tão intensa, que me fuzila com o olhar quando estou na companhia dele (do my baby, claro).
Esse homem é homossexual assumido. 

Atenção: Não tenho nada contra homossexuais, antes pelo contrário, tenho tudo a favor. Acho que os homossexuais devem ser assumidos, não faço a mais pequena distinção entre quem é homo ou heterossexual, e concordo com ele quando acha que my baby é um digno objecto de admiração (ou eu também não o admiraria!).

Esse homem tem um namorado e, lógico, vai às compras com ele como qualquer casal. Cruzamo-nos várias vezes com eles no supermercado. 
Sempre que isso acontece, ele gala my baby descaradamente, seguindo-o com o olhar até o perder de vista. Confesso que me sinto orgulhosa de tamanha admiração, paixão, ou lá o que é, e nada ciumenta, pois tenho a certeza que ele não atrai minimamente my baby
Talvez por my baby não ser, nem um bocadinho, homofóbico, tem uma aura que atrai os homens que o são e, cada vez que o vêem, ficam loucos.

Este homem é um deles e "bota louco e descarado nisso": ele é capaz de ficar hipnotizado com my baby na presença do seu namorado, sem tentar disfarçar e quase ignorando o outro desgraçado.

Ontem, cruzei-me com ele. Ia sem namorado e eu também ia sozinha. 
Não é que o gajo, quando se apercebe quem eu sou, a mulher da sua paixão-nada-secreta, revista-me com o olhar como quem diz "onde é que o escondeste, sua cabra?"

Eu, que tenho dias em que não sou nada simpática (não é para me gabar, mas às vezes consigo até ser extremamente antipática, é um dom, cada um tem o seu e o meu é este, o que é que querem?) solto uma gargalhada muda, daquelas das bruxas das histórias para crianças, e respondo-lhe, também com o olhar: 

- Ah ah ah ah, isso querias tu saber, seu gulosão!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Silvina

Hoje, sentei-me aqui, em frente ao computador, cheia de vontade de escrever. Tenho andado o dia todo com ideias a borbulharem-me no cérebro e, quando isso acontece, tenho que as despejar em qualquer lado. Neste caso, seria aqui, no blogue.

Mas depois de ler esta notícia, perdi as palavras, a vontade, as ideias... 
Já não consigo pensar noutra coisa senão nesta menina, que mesmo quando nos conta as agruras da maldita doença, não deixa de inspirar vida por todos os poros, expirá-la e exprimi-la tão bem, fazendo-nos admirá-la por todos os (nossos) poros.

Imagem descaradamente roubada
do perfil da Silvina
Silvina, um abraço gigante para ti!

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

"Magalhões"

Imagem retirada da Internet

Sempre fui muito renitente em dar objectos ligados às novas tecnologias ao J. A Playstation entrou cá em casa no ano passado, quando o J. fez 7 anos. (Não, não sou nenhuma pseudo-intelectual, apenas acho que jogos de computador, especialmente para crianças, não são saudáveis!)

Ao fim de algum tempo de o meu pai (ele é informático) se ter oferecido para lhe dar uma, lá cedi. 
Pensei "pronto, ok, o miúdo já está grandinho, os colegas não têm outros assuntos de conversa a não ser jogos de Playstation e futebol, como o miúdo é um bocado excluído, vamos lá ver se dando-lhe informação sobre os temas, ele conversa mais com os amigos e se sente mais feliz..."

O meu pai ofereceu-lhe a Playstation e nós demos-lhe uma caderneta de cromos de futebol. Não foi em simultâneo, mas foi mais ou menos na mesma altura.

A caderneta foi a loucura. Num instante, o J. ficou a saber os nomes de todos os jogadores de futebol, os clubes a que pertenciam e as posições em que jogavam. Trocava cromos na escola e dominava as conversas com os amigos sobre o tema. 
A Playstation, mesmo com o uso reduzido aos fins-de-semana, foi-se impondo. 
Hoje, tenho um filho viciado nela e sempre desejoso que cheguem os fins-de-semana para jogar. MEDO!!!
Luto diariamente contra este vício malvado! (Talvez esteja a pagar por o ter impedido de jogar até aos 7 anos...)

Quando a escola começou, comprámos-lhe o "Magalhões", como ele lhe chamava. Achávamos que podia ser útil para a escola, que o ia usar para escrever, para pesquisar assuntos diversos na Internet, enfim, que seria uma boa ferramenta de apoio ao estudo. 

Estávamos errados! O "Magalhões" veio cheio de jogos didácticos, como lhes chamam, apoiam o estudo incentivando os miúdos a passarem de nível, a querem aprender não pelo prazer de aprender, mas pelo de chegar mais longe no jogo. Estes jogos, como quaisquer outros, oferecem a recompensa fácil e efémera do nível passado, da vitória simplista, do prazer imediato. 

O deleite do conhecimento não é nada disso! O ensino não pode ser nada disso! 
Atingir o conhecimento, passar pelo processo de aprender, não é fácil, não é imediato e não dá prazer efémero! 
A recompensa de aprender é aprender. Descobrir coisas novas, saber mais, estar mais próximo do conhecimento, obter ferramentas para se chegar mais longe, para pensar, para surgirem novas dúvidas, para se querer saber ainda mais. 

O "Magalhões" não passa de mais uma forma de se fingir que não há matérias chatas; de se hipnotizar miúdos irrequietos; de se conseguir enfiar mais alunos por turma, porque estão todos "concentradíssimos" a olhar para um monitor e extremamente motivados a passar um nível qualquer, não se importando sequer com o tema do jogo; de se enganar alguns professores (aqueles que não conhecem a arte de ensinar) que ficam a pensar que são óptimos professores e que ensinar até é tão fácil, que qualquer um o consegue fazer.


Não há facilidades nem na arte de ensinar, nem na de aprender. As duas implicam esforço, dedicação, suor, lágrimas, matérias chatas, tempo, muito tempo...

Só que no final de tudo isto, há o verdadeiro prazer do conhecimento (tanto o que se oferece, quanto o que ganha): 
há o espírito inquieto; há sorrisos, gargalhadas até; há deleite prolongado; há vida vivida; e há sabedoria...
E é por não ser fácil chegar-se à recompensa, por se ter que penar muito para lá chegar, que sabe sempre tão bem, quando se aprendem coisas novas!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Caetano

Adoro este vídeo. Caetano, Maria Bethânia e Dona Canô numa sessão de amor sintonizado.


A música que se segue é das mais lindas que conheço... 
Se alguém vos perguntar o que é o cúmulo do amor, é isto:


Parabéns Caetano!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

"Lesbianismo" Maternal

Imagem retirada da Internet
Ao cruzar-me com uma mãe e uma filha já adulta, de mãos dadas, lembrei-me de um episódio em que eu e a minha mãe fomos protagonistas...

No tempo em que ainda havia funcionários nas bombas de gasolina, não os funcionários-caixas, mas os que nos vinham pôr a gasolina nos carros, eu e a minha mãe íamos quase sempre à mesma bomba, não por os ditos funcionários serem giros, mas porque era a que ficava a caminho de casa.

Eu era uma miúda ainda nos teen, mas já grande p'ra caraças, e a minha mãe, uma quarentona com ar de "trintinha". Eu ainda não tinha carta de condução e ela conduzia um jipe Land Rover, daqueles grandalhões, tipo tropa. 
O funcionário da bomba era um "cota" com ar de sabichão, pouco habituado a lidar com gajas, mas convicto que dominava o assunto.

Naquele dia, antes de irmos para casa, como em tantos outros (mas não tantos como hoje em dia, porque, nesse tempo, além de haver funcionários nas bombas, a gasolina/gasóleo era bem mais barata/o e não precisávamos de estar sempre a dar de beber aos carros) fomos pôr gasóleo no carro. 
Parámos o jipe. O "cota" com ar de sabichão veio atender-nos, e gerou-se uma discórdia qualquer entre ele e a minha mãe. Já não me lembro bem porquê, mas sei que, às tantas, saio do carro na opulência ingénua dos meus, se não 1,80 cm, uns centímetros lá muito perto. O sabichão olha-me de alto a baixo e, friccionando os indicadores um no outro, numa tentativa de terminar a sua argumentação com chave-de-ouro, tira da cartola esta observação genial, vinda debaixo do seu olhar crítico e extremamente erudito:

- Ah pois... e vocês vêm sempre as duas!

Ainda estivemos para lhe responder que era mais do que lógico irmos lá sempre as duas, visto que morávamos na mesma casa, mas achámos que era melhor não lhe dar mais matéria ficcional que lhe preenchesse os sonhos eróticos, pois para um homem com tanta sapiência podia ser dose a mais para uma só noite.

Escusado será dizer, que fomos para casa a rir-nos às gargalhadas e que ainda hoje nos sai um "ah pois... e vocês vêm sempre as duas!".

domingo, 5 de agosto de 2012

O Chato Profissional

Imagem retirada DAQUI
O chato profissional especializou-se em chatear os outros, de tal forma que merecia um diploma de douramento, tirado com mérito, a um domingo e em cinco minutos, como se de uma versão melhorada Sócrates-Relvas se tratasse. 
O chato profissional não gosta de nada, nem de ninguém (duvido até se gostará de si próprio), é um excelente contorcionista a dificultar a vida dos outros (e a sua) e consegue vislumbrar sempre o lado mais negativo de tudo (mesmo que para isso necessite de uma lupa).

Nos jantares em casa de amigos
Diz que não pode comer isto ou aquilo, que lhe faz mal à vesícula que tirou no ano passado ou que lhe vai encravar o apêndice que já não tem há anos;

Nos restaurantes
Faz sempre pedidos especiais do tipo "a salada não pode ter mais do que uma colher de café de azeite", "o bife não pode ser nem muito bem passado, nem em sangue", "o vinho tem que ter sido conservado na horizontal e a garrafa rodada todos os dias, meio centímetro para a direita";

Nos centros comerciais e supermercados
Especialmente quando está de férias, o chato passeia-se a passo de caracol, ocupando todo o corredor, ou finca pés nas escadas rolantes bloqueando a passagem, para que ninguém lhe passe à frente, porque se o chato não tem pressa, mais ninguém pode ter;

Na praia
Ocupa a maior área que conseguir, nem que para isso as outras pessoas precisem estar encavalitadas umas nas outras. Faz-lhe especial confusão os risos das crianças e a energia com que se movimentam, por isso implica com todas as que o rodeiem; 

No trânsito
O chato é aquele que estaciona mal e de forma a incomodar alguém, bloqueando a saída dos outros carros, apesar de haver inúmeros lugares onde poderia estacionar bem e sem incomodar ninguém. É também aquele que acelera a fundo, quando o tentam ultrapassar, que ultrapassa a alta velocidade o desgraçado que faz um esforço por andar a 50 km/h ao passar o controlo de velocidade dos semáforos, não vá ele (o desgraçado) ter um sinal verde pela frente. Também tem especial predilecção por impedir que os peões atravessem a estrada nas passadeiras e, põe logo "prego a fundo" mal os avista ao longe;

No trabalho (ah pois, o chato profissional também trabalha, e muito, sendo perito em não deixar os outros trabalhar)
Impossibilita que todo o expediente, que lhe passe pelas mãos, prossiga - demorando uma eternidade a concluir uma tarefa - sabotando, deste modo, o trabalho de quem depende da conclusão da tarefa que lhe está destinada para trabalhar;

Em casa
O chato embirra com a arrumação, a limpeza e a organização de todos os que com ele vivem.


Enfim, o chato profissional é tão multifacetado que seria capaz de chatear o mais "inchateável" de todos os seres!
E ai de quem o chame chato!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Expressão Corporal

É incrível o que a expressão corporal nos revela...
No comboio, eu com phones nos ouvidos, sentada ao lado de duas damas em ameno corte e costura, seria capaz de reproduzir a sua conversa, quase palavra por palavra, sem ter ouvido patavina do que diziam.
As expressões faciais e os movimentos corporais, das damas em causa, contaram-me que estavam a falar mal de alguém, de um alguém do sexo feminino, que esse alguém era completamente desprovido de bom senso aos seus olhos, que tinha feito uma enorme barbaridade e que, se pudessem, comiam-na viva.

Arre, mulherezinhas mexericas!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Aquela Coisa Que Vocês Fazem...

No fim-de-semana passado, fomos visitar o bebé da minha prima, que nasceu há mais ou menos duas semanas. 
O J. andou de volta dele cheio de curiosidade. Pediu à minha prima se podia pegar no bebé e observava tudo com grande interesse. 

No regresso a casa, enquanto falávamos sobre o F., em como ele era pequenino e querido, o J. sai-se com esta:
- Tu e o pai podiam fazer aquela coisa, que vocês fazem, para eu ter um irmão!
- Glup!!! Aquela coisa? Qual coisa?- queria ter a certeza que ele estava a falar daquilo que eu estava a pensar.
- Aquela coisa... que se faz para ter filhos...
- Estás a falar de quê? - sim, eu também sou tramada!
- Não posso dizer o nome... S-E-X-O, percebes?
- O que é S-E-X-O?
- Não posso dizer!
- Podes pois, estás a falar de quê? De sexo?
- Sim! Porque não fazem para eu ter um mano?
- Porque nós não queremos ter mais filhos.
- Porquê? 
- Eu já estou velha para isso!
- Pode-se ter filhos até que idade?
A avó responde:
- Até mais ou menos aos 40 anos.
- Mãe, vês, ainda podes... só tens 37.
- Mas não quero, já é tarde para isso. Ainda por cima o pai não está cá, e sem pai não é possível fazer bebés!
- Tens que falar com o pai quando ele vier!
- Ok, quando ele vier, tu falas-lhe nisso!

Imagem retirada DAQUI