quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Voo da Paixão

Voámos alto, em noites gélidas que tornámos escaldantes. Voámos tão alto, que pude ver as estrelas e a Lua.
Mas o voo não é interminável e temos que pousar. Pousar para reabastecer, pousar para descansar e para voltar a voar... de novo... uma vez mais...
Quantas vezes o fizemos? Quantas vezes precisaremos de o voltar a fazer?

Se a paixão nos faz voar, o amor faz-nos pousar.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Pensamento Ecológico

Em conversa com o meu pequeno, ele pergunta-me:
- Mãe, a namorada do João, aquele amigo do pai, é vegetariana?
- É, ela não come carne.
- E come peixe?
- Come. Há alguns vegetarianos que comem peixe.
- Porque é que ela não come carne? Ela não gosta?
- Gosta, mas é contra matarem-se animais para comer, por isso não os come.
- Mas come peixe e os peixes também são animais...
- Pois são, mas ela decidiu só não comer carne.
- Mãe, eu nunca vou ser vegetariano, porque gosto muito de comer carninha.
- Tudo bem, tu é que sabes. Mas concordas com matarem-se animais para os comermos?
- Não, mas como gosto de os comer, têm que os matar. Se os vegetarianos comem vegetais, as plantas também morrem para eles as comerem, também não está certo!
- Pois não, mas eles têm que comer qualquer coisa...
- Sabes, eu também não gosto nada que se cortem árvores para fazer papel? Podia fazer-se menos papel para se cortarem menos árvores...
- Por isso é que há a reciclagem, para se fazer papel a partir de papéis velhos e cortarem-se menos árvores...
- Na minha escola não se faz muita reciclagem...
- Não? Então não há aqueles caixotes do lixo para a reciclagem?
- Há, mas também há aqueles em que podemos misturar tudo e nós deitamos o lixo do lanche nesses...
- E porque não deitam nos outros?
- Porque estão mais longe e queremos ir jogar futebol depressa. Mas eu vou passar a deitar o lixo nos da reciclagem. Não faz mal atrasar o jogo.
- Podes, por exemplo, pôr o lixo no saco onde vai o pão e depois, antes de saíres da escola, deitas nos caixotes da reciclagem. Assim, já não atrasas o jogo.
- Boa ideia! Vou fazer isso!

Hoje, quando o fui buscar à escola, lá estava ele de saquinho na mão, a deitar o lixo nos caixotes correspondentes. 
Talvez seja sol de pouca dura, mas confesso que fiquei toda orgulhosa do meu menino ecológico!

Imagem retirada da Internet


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Esmagada

Eu e o J., na cama dele, em miminhos pré-sono...

J- Mãe, apetece-me esmagar-te!
Eu- Não se esmagam as mães!
J- Esmagam, esmagam. De amor esmagam!

E fui amorosamente esmagada...

Imagem retirada da Internet 

A Decisão

Neste fim-de-semana, tenho que tomar uma decisão importante para a minha vida futura. Estou para aqui cheia de dúvidas e a tentar pesar todos os prós e contras. 
Como é costume, ou a minha vida é uma autêntica pasmaceira, ou então sucede-se tudo ao mesmo tempo de tal forma que me caem umas tantas decisões importantes nas mãos.
Nem sempre decido bem e tenho que pensar muito até chegar à decisão final, sou insegura e não gosto de me atirar de cabeça, pois já a parti várias vezes (fisicamente: 3 vezes em criança; psicologicamente: inúmeras em criança e em adulta).
Como se costuma dizer "gato escaldado de água fria tem medo". Eu sou uma gata para lá de escaldada, por isso tenho medo, muito medo de errar, apesar de estar consciente que é com os erros que aprendemos, não consigo armar-me em corajosa e levar tudo à frente em prol de uma decisão pouco segura.

Seja qual for a decisão que eu tomar vai ter consequências e eu sei que vou conseguir arcar com elas, só tenho mesmo é que decidir quais são as consequências que prefiro...

Está difícil, está!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Mãe Coruja? Quem, quem?


Fui apanhada!!! 
Andava eu a pensar que disfarçava muito bem a minha corujice e pimba!... fui apanhada pela Tanita!
Este blogue não tem nada a ver com mães, pais, filhos e crianças, nunca falo aqui desses temas e, no entanto, a minha careca foi descoberta!
Não há direito! Tanita, isso não se faz!

Estou a brincar! Fico contente pela Tanita me ter contemplado com este selo, pois nutro um grande carinho por ela, apesar de não a conhecer pessoalmente. Obrigada, linda!

As regras são as seguintes:
1. Exibir a imagem do selo em seu blog
2. Postar o link do blog que indicou

3. Indicar 10 blogs para receberem o selinho

4. Avisar os indicados

Hoje, só vou cumprir metade das regras, porque além de ser indisciplinada, quero premiar todas as corujinhas que me visitam, por isso quem aqui vier que se identifique com o selinho que está ali em cima, faça favor de o levar, é um presente meu!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

As Aparências Iludem...

Como já devem ter reparado, não sou grande apreciadora de roupa, acessórios, produtos de maquilhagem e afins. 
No entanto, tirei um curso de manequim há uns anitos, por isso sei o que está correcto usar-se nas mais variadas situações, aprendi a andar de saltos altos como se estivesse numa passerelle (apesar de não apreciar acrescentar centímetros aos meus 1,80, nem dar muito nas vistas), tenho uma das mães mais arranjadas cá da praça, que é uma fervorosa apreciadora de uma aparência cuidada, conheço as regras de etiqueta, que me foram impingidas, pela minha avó, desde tenra idade, mas gosto mesmo é de me sentir o mais confortável possível. Deste modo, não invisto em roupas caras ou chiques, nem em tratamentos de beleza. Sinto-me melhor se não tiver os pés doridos, se tiver a cara lavada, se não tiver frio ou calor...

Porém, sei arranjar-me quando é preciso e, ultimamente tenho tido necessidade disso por estar em formação numa determinada área profissional. 
Neste últimos 15 dias, tenho-me vestido como "uma senhora" e tenho notado uma grande diferença na maneira como as pessoas lidam comigo. 

É incrível o poder da aparência nas relações interpessoais!

Eu sou precisamente a mesma pessoa, nem mais nem menos simpática, nem mais nem menos educada, nem mais nem menos bonita (ou feia, como quiserem). Sou eu, igualzinha ao que sempre fui, apenas com mais uns centímetros, um risco nos olhos, rímel e um fatinho politicamente correcto. As pessoas, que nunca me falavam na rua, apesar de me conhecerem há 500 anos, passaram a cumprimentar-me com uma espécie de vénia; os homens foram, de repente, atacados por uma onda de cavalheirismo e abrem-me as portas, dão-me passagem e pagam-me cafés; as mulheres falam-me com um excesso de boa educação e uma quase subserviência ridícula...
E eu, que detesto cavalheirismo por achar que se queremos igualdade temos mesmo é que ser iguais e não exigirmos patacoadas machistas como as que as boas maneiras impõem, que detesto relações fictícias e uma boa educação apenas baseada em estatutos sociais, ando-me a rir com esta parvoeira toda!
Mas rio-me sob uma tristeza imensa ao constatar que este pessoal só vê pacotes, cujo conteúdo não lhes interessa nada, e que ver para além do que lhes é introduzido olhos adentro não é definitivamente um dos seus objectivos. Ficam-se simplesmente à entrada da porta, deslumbrados com uma mansão que é, na realidade, uma casinha modesta ou vêem uma casinha modesta quando estão perante uma mansão! Têm opinião sobre tudo, e mais alguma coisa, como se tivessem entrado e vasculhado cada cantinho da casa e, cá de fora da porta, vão mandando bitates em tom de perito... E mandar bitates chega-lhes. Sentem-se importantes conhecedores de um redondo nada, não vêem nada nem querem ver, querem ser deslumbrados por qualquer coisa, nem que essa coisa não passe de uma miragem!

E uma profunda descrença invade-me... Descrença nas pessoas, descrença no mundo, descrença na verdade de cada um de nós e na verdade de todos nós juntos, descrença na Humanidade...

Mais uma vez, fico afligida com a superficialidade das pessoas e, mais uma vez, penso "menina, é este o mundo em que vives. É bem melhor que comeces a aceitá-lo, ou não passarás de uma infeliz sempre revoltada!".

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Trabalho versus Emprego

Li, num blogue famoso, relativamente a alguém que estava na rua a pedir esmola e a fumar um cigarro em simultâneo, que a vontade que a blogger teve perante tal cenário foi "apagar o cigarrinho na testa" da pessoa que lhe pedia dinheiro e dizer-lhe "vai mas é trabalhar, pá!"
Mais adiante, num comentário, ela diz que as pessoas querem é um emprego e não um trabalho.

Não vou criticar ou julgar a blogger, não é essa a minha função e, como já disse aqui, detesto maledicência.
No entanto, estas observações fizeram-me pensar e cheguei à conclusão que a grande maioria das pessoas tem um conceito bem diferente do meu do que é um trabalho ou do que é um emprego. Não quero, com isto, dizer que eu é que estou certa e os outros errados...

Para mim, um emprego é, tão só, uma troca de serviços entre uma entidade empregadora e um empregado, onde o empregado faz o que lhe ordenam em troca de um salário. Num emprego, o envolvimento do empregado é praticamente nulo, ele não contribui com ideias, criatividade ou qualquer outro cunho pessoal na sua actividade. Ele faz o que lhe mandam e recebe (pouco ou muito) dinheiro em troca.
Um trabalho é diferente, o empregado faz o que gosta, envolve-se, treina, trabalha para ser melhor, dá novas ideias e, por vezes, recebe dinheiro em troca.
Penso que muitas pessoas acham que há gente que não quer trabalhar e eu acho que há gente que não quer é trabalhar naquilo que não gosta de fazer.
Pessoalmente, eu não quero um emprego, quero um trabalho, quero algo que me entusiasme e que me dê "pica", que me faça superar-me e, só vou querer um emprego quando se esgotarem todas as hipóteses de arranjar um trabalho. É mais que óbvio que quero ser paga pelo meu trabalho (e bem paga de preferência), mas quero essencialmente uma actividade que seja um desafio com objectivos concretos, mas um desafio. Não gosto de "queimar" horas no local de trabalho, gosto de avançar e de fazer coisas, gosto de me sentir produtiva. Para "queimar" horas, queimo-as sentada no sofá, na rua ou numa esplanada, a ler, a ver televisão ou, simplesmente, a olhar para o ar.
Também não gosto de fazer coisinhas que não me interessem e, pelo menos para mim, um emprego é um recurso de última instância, é porque tem que ser e porque não se pode viver do ar.

Voltando à opinião da blogger em causa, ela também fala dos punks que vê na rua a fazerem bolas de sabão e a pedirem dinheiro por isso. Critica-os e duvida se serão, ou não, merecedores das moedas que pedem.
Eu acho que quem decide se eles são merecedores das moedas é o transeunte ao dar-lhes, ou não, uma moeda. O estilo de vida que levam é lá com eles e se não fizerem mal a ninguém, ninguém tem nada a ver com isso. 
É por opiniões como esta, que os artistas são tão mal vistos pela sociedade. Artista que não é reconhecido publicamente, é encarado como marginal. Seja músico, actor, pintor ou artista plástico, se não tem dinheiro e notoriedade é discriminado. Dizem que não trabalham, que não querem trabalhar e que só andam na boa vida, mas quando ganham notoriedade já são visto como estrelas, já os bajulam e já lhes lambem as botas com todo o prazer. 


Tenho um amigo que é faquir, é bom naquilo que faz e é artista de rua. Se trabalha? Trabalha e trabalhou muito para ser tão bom na sua arte. Vive essencialmente das moedinhas que lhe dão. Se as merece? Podem crer que merece! Se lhe perguntarem se ele quer um emprego, aposto que dirá que não! Aposto que prefere fazer aquilo de que gosta, ser livre, criativo e superar-se na sua arte. E podem ter a certeza que isso dá trabalho!


Trabalho não é só estar fechado num escritório oito horas por dia, não é só passar os códigos de barras dos produtos num supermercado, não é só varrer ruas, ou ir a reuniões cheias de gente engravatada, trabalho é sobretudo fazer-se aquilo de que se gosta e, de preferência, receber-se por isso. 


Quando não se gosta daquilo que se faz, faz-se o mínimo indispensável e, isso sim, não passa de um emprego!


Talvez eu esteja muito perto de querer um emprego, porque os verdadeiros trabalhos escasseiam, porque não tenho jeito para nenhuma arte em especial e porque não se pode viver do ar...

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Das Alturas #2

Quando o meu menino era pequenino, tão pequenino que não chegava à mesa numa cadeira normal, tínhamos que o sentar em cima de duas ou três listas telefónicas para que conseguisse comer sentado à mesa com os grandes, na casas das outras pessoas.

Um dia, em casa da avó, fomos todos para a mesa e esquecemo-nos das ditas listas. Ele incomodado com a situação, foi ter com a avó e disse:
-Avó, faltam as Vodafónicas! Assim, não consigo comer...
A avó respondeu:
-Oh, meu querido, vou já buscar as tuas Vodafónicas!

A partir daí, as listas telefónicas cá de casa, e de casa da avó, passaram a chamar-se Vodafónicas e... Ai de quem as chame listas telefónicas!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Prazer

(Não se empolguem já, que HOJE não vou falar de sexo! Talvez um dia, mas hoje ainda não é o dia!)


Quantas coisas fazemos nós por dia, que não nos dão o mínimo prazer? Quantas são as que nos dão prazer? 
De quantas tarefas nos incumbimos com as quais não nos divertimos nem um bocadinho?

Pergunto isto, porque acho que vivemos atolados em porcariazinhas sem o mínimo interesse. Preocupamo-nos com coisas insignificantes, empenhamo-nos em tarefas que não valem o nosso esforço e esquecemo-nos, deixamos para segundo plano, o que realmente interessa, o que nos faz feliz, o que amamos, o que nos dá prazer.
As coisas que nos dão prazer são, geralmente, minimizadas, reduzidas, desprezadas como se fossem quase proibidas, como se fossem um pecado ou um crime. 
Talvez não sejamos nós que as reduzimos, mas a sociedade em geral, que nos enche de obrigações parvas e contribui para que nos sintamos culpados. 
Quando comemos um gelado cheio de chantilly, quando nos estamos a divertir em vez de estarmos a trabalhar, quando brincamos com os problemas em vez de falarmos "com a seriedade que o assunto merece", sentimo-nos culpados!
Se a vida é só uma, porque não a desfrutamos? Porque não nos entregamos ao prazer em vez de nos entregarmos ao que os outros nos impõem, ao que nós próprios nos impomos? 
O prazer nem sempre traz com ele, um castigo ou uma punição. O prazer traz essencialmente prazer. 

Para que serve vivermos se não gostamos da vida que andamos a levar? 
Para que serve vivermos sem prazer?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Epá, Será Que Estou a Ficar Importante?




A Benedita, do blogue Aqui me Confesso!..., ofereceu-me este selo, que eu recebo toda contentinha e orgulhosa (pelo selo em si e por me ter sido oferecido por ela!). 
Gracias, Benedita!

Depois de o receber, devo:
  1. Responder às perguntas;
  2. Passar a 10 blogues.
Eu sou: Eu, definitivamente eu!

Gosto Musical: Variado. Gosto de grunge, heavy metal, punk, jazz, música clássica, brasileira, portuguesa, etc. Só não gosto muito de fado (shame on me!), deste tipo musical só consigo ouvir o Carlos do Carmo com real prazer.

Comida: Indiana.

Desenho: O Corto Maltese. Também adoro os desenhos do Keith Haring.

Amores da minha vida: O meu filho, o pai dele, a minha família, a minha égua.

Coisas que não gosto: São imensas, se me pusesse para aqui a enumerá-las vocês nunca mais cá vinham. No entanto, o número de coisas de que gosto é muito maior.

Opinião sobre o panorama sócio-político em Portugal: Rrrrrrrssssss$#"&(%/=)??»)(&&%$#"%!!!!!!!!

O que mais odeio: Gente parva.

Humor: Ahahahahahahahahahah!!!!!!!!

Frases mais ditas por mim: Quem é o menino mais lindo?

Informações pontuais sobre mim:

Nome: Mammy 

Signo: 
Caranguejo

Estás apaixonada? Estou!

Já fugiste de casa? Sim, quando tinha seis anos. Sentei-me do lado de fora da porta de casa, com a escova de dentes em punho, depois de ter dito aos meus pais "Vou-me embora!".

Ris-te de coisas bobas? Rio-me muito, das coisas bobas e das coisas não-bobas, estando incluídas algumas coisas sérias!

Já beijaste na chuva? Já beijei nos lugares mais estranhos...

Já tiveste o coração partido? Sim!

Já partiste o coração de alguém? Talvez!

Estás com saudades de alguém neste momento? Do meu avô!

Já pensaste em matar-te? Já!

O teu cabelo odeia-te? Acho que não. Nunca lhe perguntei...

Tens medo do escuro? Não.

Tens alguma tatuagem? Tenho. E um piercing...

Música: 

Lembraste dele quando ouves uma certa música? Lembro-me dele até no silêncio!

Já foste a um concerto da tua banda favorita? Já!

Qual a tua música favorita? Já disse no selo passado... Mas tenho mais algumas... Por exemplo: Otherside dos Red Hot Chili Peppers.

Cinema e Televisão:

Amas filmes românticos? Gosto, mas não é o tipo de filmes que mais aprecie.

Comédia ou terror? Comédia, só se for muito boa. Terror, nem pensar!

Qual a tua série preferida? Nenhuma.

Qual é o teu filme preferido? Muitos, mas o  Into the Wild é o meu filme, mais pela história do que pela qualidade do filme, apesar desta também ser bem boa.

Literatura:

Gostas de ler? Muito.

Qual foi o livro que marcou a tua vida? Foram dois. O Perfume e A Insustentável Leveza do Ser.

Qual o livro que odiaste ler? Ainda não o li. Quando vejo que não estou a gostar de ler um determinado livro, paro de ler antes de o acabar. 

10 Blogues:

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O Meu Filme

Este é o meu filme! 
Into the Wild (O Lado Selvagem)


Começando no filme, passando pela banda sonora e acabando no livro, devorei tudo! Tudinho!
Tivesse eu a coragem de Christopher McCandless e teria feito uma viagem do género. 
Ou melhor, até fiz! Era eu uma jovenzinha de vinte e poucos anos e fui acampar para a Zambujeira do Mar sozinha. 
Pois... A Zambujeira do Mar não é o Alasca, um parque de campismo não é a mesma coisa que um autocarro abandonado no meio do nada, comer enlatados não é mesmo que precisar de caçar para matar a fome, mas o propósito da minha viagem foi o mesmo que a dele... Encontrar-me!
Se encontrei? 
Encontrei uma parte de mim... a outra ainda está por descobrir!

Oiçam esta musiquinha maravilhosa:


E esta:

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Hoje, Dia dos Namorados, vou falar de Índios!

Hoje, Dia dos Namorados, não vou falar de namorados, amor, corações, jantares, prendas, etc., só para chatear!
Não me apetece, pronto! A data não me diz nada de especial!

Hoje, Dia dos Namorados, vou falar de Índios... 

Gosto de Índios! Desde pequena que os meus sonhos se direccionavam para essa América selvagem, cheia de teepees, cavalos appaloosa, longos cabelos negros, roupas feitas em pele e canoas.

Quando era pequena, bem pequena, brincava debaixo da mesa da sala. Imaginava que estava numa canoa a atravessar um rio cheio de correntes, que tinha uma trança negra enorme que baloiçava ao vento e um vestido em pele comprido. Depois montava, em pêlo, no meu cavalo appaloosa e galopava pelo Grand Canyon! Era uma índia "toda p'ra frentex", pois caçava e lutava como os homens. 
Por vezes, era raptada pelos cowboys e salva pelo índio mais lindo da tribo. (Sim, sou uma romântica desde tenra idade!)
De vez em quando, havia umas batalhas com os cowboys! Escusado será dizer, que os índios ganhavam sempre! 
Na minha imaginação, não se tiravam escalpes, mas pintavam-se as caras para a guerra e faziam-se reuniões com o Búfalo Sentado à volta da fogueira, dançava-se a dança da chuva e toma-se banho no riacho.

A minha tia, Fús como eu lhe chamava, prometeu-me "um dia, vou levar-te à terra dos Índios!". 
Ainda não levou!

Sei que um dia, irei lá, não sei se com ela, não sei se sem ela, mas irei lá! 
Talvez já não encontre Índios, senão confinados em reversas. Talvez já não encontre teepees ou cavalos appaloosa selvagens, canoas ou roupas em pele, mas um dia, um dia irei à terra dos Índios! 

Imagem retirada DAQUI
Imagem retirada DAQUI


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Toda a Regra Tem Excepção

(Este post vem a propósito DESTE).

Se há coisas de que não prescindimos, nesta casa, é de regras, mas também não prescindimos das excepções à regra. Se as regras são de uma importância incontestável na educação das crianças, as excepções também o são.
É claro, que as excepções nunca se podem tornar na regra, pois aí tudo se inverte, mas se não houver excepções, a regra nunca será encarada como regra. Está um pouco confuso, não?

O quero dizer com esta conversa toda de regras e excepções, é que se não dermos a devida importância às excepções, as regras deixam de ter qualquer valor.

Não podemos entupir as crianças de regras sem as contemplarmos com as excepções.
Por exemplo: Se têm que lavar os dentes todos os dias, pode haver uma vez ou outra que não precisam de o fazer. Porque é tarde, porque estão cansadas, porque não lhes apetece, ou por outra razão qualquer.
A excepção vai confirmar e dar força à regra, e vai mostrar às crianças que tudo é volátil, negociável, maleável.
Crianças entupidas de regras são reprimidas, são nervosas, são medrosas. Ficam com receio de falhar, de desiludir, perdem espontaneidade e até, responsabilidade.
Claro que temos que ser nós, os pais, a ditar as excepções, porque também somos nós que ditamos as regras. Se não for assim, gera-se a anarquia total, e crianças anárquicas é coisa que não resulta, porque ainda não têm capacidade para decidir, porque ainda não têm conhecimento de si próprias e do mundo que as rodeia para que possam decidir.

Sempre que oiço dizer "elas precisam é de regras", "têm que saber que as regras são para cumprir", concordo. Digo "sim, é verdade, mas também precisam de outras coisas que as regras não contemplam, precisam saber que têm que ser responsáveis na medida certa, precisam aprender a diferenciar as situações, que o certo numa determinada altura, pode ser errado noutra, precisam de crescer".

E crescer é aprender a viver, não é ser sufocado por obrigações, é ser livre e aprender a gerir a liberdade, e a liberdade gere-se quando há regras, mas especialmente quando há excepções!

O(s) Resto(s) do Mundo

Muito se tem falado, na comunicação social, dos idosos que morrem sozinhos em casa. 
Hoje, apetece-me falar sobre este assunto.


Os velhos deixaram de ter interesse para a sociedade. Economicamente, os velhos não produzem, não criam riqueza para o país, levam dinheiro do Estado em reformas (muitas delas miseráveis), em comparticipações nos medicamentos, em assistência médica. 
Como aqui não há uma tradição como a dos países orientais, em que se valoriza o conhecimento dos mais velhos, não há políticas que os protejam.
As famílias não têm dinheiro, tempo, nem disposição (leia-se vontade) para aturar os seus velhos. Já não precisam deles para comandar uma economia familiar, para tomar conta das crianças ou para que lhes ensinem coisas da vida. 
Os velhos são deixados de lado, postos de parte, atirados para um canto. Deixam-nos sozinhos em casa com a desculpa de que são eles que querem, enfiam-nos em lares, porque "ficam mais acompanhados com pessoas da mesma idade", permitem que se tornem mendigos.
Cuida-se das crianças porque simbolizam o futuro, mas não se cuida dos velhos porque já passaram à história.
Os velhos passaram a ser os restos do mundo!
Não têm qualquer interesse económico ou social? 
Então: LIXO!


Mas que raio de sociedade é esta, afinal? Valoriza-se a economia, valoriza-se uma estrutura social funcional e as pessoas, hã? E as pessoas?
Onde é que se encaixam as pessoas nesta história? São somente números que produzem números em euros, é? 
E o resto? E a humanidade, e a valorização do ser humano, e o respeito, e o amor? Não servem para nada? São meros adereços para embelezar o carro magnífico, a casa luxuosa, o plasma de 3mX3m, a carteira Louis Vuitton
Pode prescindir-se dos valores, das emoções, do respeito, dos sentimentos, mas não se pode prescindir de uma economia estável?
Podem-se abandonar os velhos para que não desestabilizem a sociedade? 
E que mais se pode fazer em nome do dinheiro? Hã?


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Espírito Graxista

Imagem retirada da Internet

Há por aí muita coisa de que não gosto, que me irrita, que me indigna, que me põe fora de mim e o espírito de graxista de certas pessoas é definitivamente uma delas, que ainda por cima, conjuga todas estas minhas três neuroses.

Detesto o espírito graxista dos portugueses em relação aos estrangeiros, detesto o espírito graxista das pessoas que, ao serem contrariadas nas suas afirmações, começam num disparate de elogios ao seu interlocutor para o "amansar" e ganharem vantagem num qualquer debate. Acho que é uma característica baixa, vil, lambe-botas, de falsa subserviência (não que eu aprove a verdadeira subserviência), de carácter duvidoso e de personalidade medíocre.

Na minha humilde opinião, as pessoas devem responsabilizar-se pelo que dizem, devem defender os seus pontos de vista com coerência e determinação e não utilizar estratégias de marketing pessoal de baixo gabarito. 
O espírito graxista não abona, em nada, a impressão que os outros têm de nós, antes pelo contrário, ridiculariza-nos e diminui-nos aos seus olhos. Lamber o ego dos outros é triste, reduz-nos, e dá espaço a alimentarem-se relações fictícias baseadas em algo artificial, plástico e frágil, muito frágil.

Não sou contra elogiarem-se os outros, até sou muito a favor, mas acho que só faz sentido se for genuíno, puro, despretensioso. Caso contrário, soa-me a palhaçada. Também não tenho nada contra os palhaços, mas não gosto muito de me relacionar com eles (desde pequena que caras pintadas que escondem emoções me afligem). Gosto de ler nas expressões faciais e no tom de voz o que é proferido por palavras, para mim, é um conjunto que não deve ser separado, pois perde autenticidade e verdade. E o espírito graxista é isso, a ocultação da verdade através de manobras de diversão, ou melhor, de distracção. É distrair-se o outro com ele próprio para que não repare muito em nós e não nos julgue. Mas sermos julgados é bom, pois leva a que sejamos interpretados e sermos interpretados leva a que sejamos entendidos e respeitados.

"Penso eu de que..."

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Tenho Um Menino Que Come Livros!


O meu menino, tal como o da história, come livros.
Todas as semanas, vai à biblioteca da escola e traz livros para ler. Lê-os a uma velocidade vertiginosa. Cada semana que passa, lê-os mais rápido. Dois, três dias e está feito, livro lido! 

-Mãe, tens que ler este livro! É tão giro! Quando te fores deitar, lá para as tantas da noite como é teu costume, deitas-te aqui na tua caminha, acendes esta luzinha e lês este livro, ok? Vais ver como é giro!

O miúdo está a ficar viciado! Aproveita os intervalos das aulas para ler, quando tem que ficar sentado na sanita e não pode estar a jogar ou a ver jogos de basquete, está a ler; sempre que vamos a um centro comercial, é nas livrarias que nos perdemos, cada um para seu lado às voltas com livros e mais livros; antes de dormir, há quase sempre uma qualquer história para ler...
Até já tem autores preferidos: Alice Vieira e os seus livros dos cheiros, já os papou todos; de Luísa Ducla Soares, também já marcharam uns tantos; de José Jorge Letria, ainda não houve nenhum que lhe provocasse uma indigestão. 

Pergunto-me qual será o próximo...

Livro atrás de livro, descoberta atrás de descoberta, lá vai acumulando conhecimentos, sonhos e fantasias, e partilha-os comigo, que também sou fã de livros infantis e me revejo no seu entusiasmo e sinto, cada vez mais, que a maravilha e a imensidão de se ser mãe estão na partilha e no acompanhamento das descobertas da vida, mais do que em qualquer outra vertente da maternidade.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Hospital Santa Maria, Hospital Pulido Valente...

Aquele dia devia ter sido um dia normal. Eu devia ter ido buscar-te a casa da avó. Íamos para casa, jantávamos e eu contava-te a historinha da noite, antes de adormeceres.
Mas não foi um dia normal. Encontrei-te no hospital, numa maca, imobilizado, nu. Estavam a algaliar-te.
Abriste os olhos, viste-me e voltaste a fechá-los. Falavam contigo.

Levaram-te para Sta Maria de ambulância, eu não fui contigo, não deixaram, fui noutro carro atrás. Atrás, não ao lado, atrás.

Ficaste deitado naqueles lençóis tempo demais.
HSM, HPV li, reli, vezes sem conta...

Naquele dia, tudo acabou e tudo começou.
Os dias seguintes confirmaram a minha impotência, a minha incapacidade de te proteger, eu, que pensava que as mães tinham super-poderes e protegiam os filhos com o seu amor infinito, vi que era mentira da poesia, e que as mães não podem nada perante a doença ou o inevitável.
Os teus gritos de dor ecoavam no meu peito, tão fundo... E onde era o meu fundo, eu já não sabia... As tuas dores que eram minhas, porque eram tuas e não só minhas? Quem me dera poder abraçar-te com o meu ventre outra vez... E proteger-te, e proteger-te da dor, da tristeza, da dor... Dá-me a tua dor que eu aguento, eu aguento tudo menos ver-te sofrer, dá-me!

Os lençóis, HSM, HPV, li, reli... Já tinham embrulhado a minha mãe e embrulhavam-te a ti, agora, a ti e não mim... Porquê?

A linha azul, a do oxigénio, baixa, a cada subida a esperança. Os fios, tantos fios para uma criança. O soro, que pingava lenta e compassadamente e tu, ali, deitado, e eu ali ao lado.

HSM, HPV...

O calor lá fora e o frio cá dentro, dentro de mim, gélido. O medo, o pavor de te perder, de perderes o mundo e de o mundo te perder. O vazio, como o vazio que senti quando nasceste e te levaram, vazio de ti, vazio de mim.

E o teu pai longe, que me confiou a tua guarda, e eu não soube proteger-te. E se viesse e já não te visse aqui? A culpa, o ódio de ser humana, impotente e não divina, como na poesia. Tudo é tão mais fácil na poesia...

E os lençóis... HSM, HPV voltei a ler...

Os cigarros acalmavam-me, ou pensava eu que me acalmavam, mas tinha que te deixar para os fumar e sentia-me culpada, mas não conseguia deixar de ir... Era preciso pensar, era preciso controlar-me... Não conseguia. Toda a minha fraqueza a vir à tona, e o desespero...
-Ele vai ficar bem?
-Não sei! - responde a médica.
Merda, não, não era essa a resposta! Vamos voltar atrás!
-Ele vai ficar bem?
-Não sei!
A realidade a embater com força na minha cara, no meu corpo, no meu fundo... Onde estava o meu fundo? Será que ainda tinha fundo?

HSM, HPV... Que raiva! Sai, sai daí e vamos brincar, anda, anda para o meu colo, meu amor, meu amor, meu amor...

Vou rezar, não acredito em Deus, mas vou rezar! Como é que a minha avó me ensinou? Pai nosso, que estais no céu, e agora, o que é agora, merda, nem sequer sei rezar! Mezinhas, bruxarias, vale tudo! Vou sacrificar um sapo, uma cobra, um carneiro, qualquer coisa, eu corto os braços, as pernas, o que quiserem, minem o meu corpo de cancros, mas ponham o meu filho bom já! Não é daqui a bocadinho é já, agora! Entenderam, vocês aí que estão no céu, na terra, no mar ou no raio que vos parta? QUERO O MEU FILHO BOM AGORA, JÁ!

Fechei os olhos, e sempre os lençóis, Hospital Santa Maria, Hospital Pulido Valente, contigo dentro...


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Aluga-se Ventre

Imagem retida da Internet

No mês passado, foi discutida na Assembleia a legalização das "barrigas de aluguer". O ponto mais discutido foi quem poderia ou não beneficiar deste método de Procriação Medicamente Assistida, o que, na minha opinião, não é de todo, o ponto mais importante, pois penso que, com uma possível legalização, todos os que não tivessem capacidade para gerar um filho deveriam poder ter acesso a este método. Caso contrário, estaríamos perante uma forma de discriminação abominável. Desculpem-me, mas casais homossexuais e mulheres solteiras excluídos é discriminação! 

Penso que o mais importante é com que leveza as donas das barrigas poderão aceitar uma proposta destas. (Este factor, segundo me parece, nem sequer foi discutido!) 
Segundo a proposta do PSD "é proibido qualquer tipo de pagamento, benefício ou doação de qualquer bem ou quantia à mãe de substituição pela gestação da criança, excepto o valor correspondente às despesas de saúde efectivamente realizadas e desde que devidamente tituladas em documento próprio". Ok, então o terão estas senhoras a ganhar? Além de estarem a alugar o corpo, tal como a prostituta aluga o seu, não vão ser pagas por isso? Enquanto uma prostituta aluga o corpo a um cliente por uma hora, duas, um dia ou, nem que seja, uma semana, uma mãe de aluguer alugará o seu por 9 meses e não ganhará nada com isso? Pode parecer-vos frio da minha parte e completamente isento do conceito de solidariedade, mas não penso que alguém vá alugar-se por 9 meses só para ser boazinha para outro alguém que nem sequer conhece...

Além disso, a criança, mal ou bem, também será sua filha. Não me venham com a treta que uma criança só é filha do dono do espermatozóide e da dona do óvulo, pois ela também é filha da dona da barriga que a carrega durante 9 meses.
Concebo o direito a quem não consegue, ou não pode, ter filhos a recorrer à PMA, mas não concebo a obrigação de uma mãe dar um filho após o parto, seja o óvulo de quem for. 
Não se é mãe só a partir do nascimento do bebé, é-se mãe desde a sua concepção. A relação uterina bebé/mãe é inquestionável. A importância da voz da mãe, do cheiro, das rotinas e até das festas que esta faz na barriga, é tão grande que é a partir de factores como estes que se prepara, constrói e intensifica a relação futura da mãe com o bebé. 
Com que direito é que se poderá privar esta mãe de estar com o seu filho ou privar este filho de estar com esta mãe? O filho poderá ter outra mãe, mas esta não deixa de ser também sua mãe!

Porque não se pensa em legalizar a prostituição, mas pensa-se em legalizar as "barrigas de aluguer". Porquê? 
São dois alugueres do corpo e a legalização da prostituição acarreta muito menos prejuízos e até vários benefícios, tanto para quem aluga o corpo, como para a sociedade (diminuiria o tráfego humano, a imigração ilegal, a prostituição infantil, a exploração e escravidão das mulheres e crianças, a violência, concederia melhores condições de higiene e segurança às prostitutas, etc., etc.). 
A legalização das "barrigas de aluguer" beneficia quem? As pessoas que não conseguem ter filhos, mais ninguém! Não beneficia os filhos que daí nasceriam, não beneficia as donas dos ventres, não beneficia a sociedade!
Será porque a legalização da prostituição seria para fins de satisfação sexual e a legalização das "barrigas de aluguer" seria para fins de satisfação maternal? E porque raio é que a satisfação maternal é mais importante do que a satisfação sexual? 
É porque o sexo é tabu e a maternidade é sagrada? 

Não me lixem!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Do Desporto

Lembro-me que, na minha infância, os clubes e as associações desportivas incentivavam as crianças a praticarem desporto. Publicitavam a sua prática motivando as crianças, mostrando-lhes o prazer que poderiam ter com o exercício físico. 

Hoje, já não vejo isso, vejo clubes a espalharem panfletos dirigidos aos pais, não aos filhos, aliciando-os a inscreverem os pequenos em actividades que proporcionarão aos pais, não aos filhos, terem sucesso no desporto, através de uma pretensa carreira brilhante dos seus rebentos e da presença em eventos desportivos repletos de "estrelas-maravilha" do meio.

Hoje, há clubes que seleccionam as crianças logo à partida, que não lhes dão a possibilidade de experimentarem uma actividade se não tiverem os requisitos mínimos por eles estabelecidos, que lhes cortam as pernas e os excluem baseados em critérios tão ridículos como as características físicas de cada um. 
Não poderá uma criança gorda tornar-se num óptimo jogador de futebol, ou um miúdo baixo num esplêndido jogador de basquetebol? Não poderá o gordo emagrecer e o baixo crescer? São crianças e o seu estado é transitório, poderão manter ou não estas características depois de crescerem. Conheço pessoas que foram gordas, toda a sua infância e que, em adultos, têm corpos atléticos, conheço outras que foram sempre baixinhas até aos 12/13 anos e que, na adolescência, deram um pulo e tornaram-se altíssimas. Haverá o direito de os excluir por características que podem ser apenas transitórias? 

Não poderá o miúdo gordo, apesar da gordura, ser bom no futebol, se se conseguir mexer bem e souber marcar uns bons golos? Não poderá o baixo, apesar de pequeno, ser óptimo no basquetebol se conseguir levar a bola de um campo ao outro por entre os adversários mais altos? 
Faço estas perguntas com toda a ignorância desportiva que me acompanha, mas esta selecção excessiva assusta-me. Assusta-me roubarem-se sonhos e privarem-se as crianças de actividades que lhes dão prazer, assusta-me que as ponham a fazer desportos para único benefício e prazer dos clubes e dos pais, assusta-me a exclusão prematura por critérios pouco credíveis, assusta-me o desporto deixar de ser encarado desportivamente e passar a ser uma obrigação com um percurso tão rígido quanto o académico, assusta-me que se impeçam as crianças de serem crianças, assusta-me que neste mundo, no qual o meu filho está crescer, ainda exista uma Humanidade que não é realmente Humana...
Assusta-me!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

História da Noite Em Inglês


Ontem à noite, comecei a ler este livro com o J..
É uma colecção de dicionários visuais bilingues Português/Inglês, que vieram com a revista Visão, cada um tem uma história que se centra num tema. O que começámos a ler ontem é sobre os transportes e conta a história A Volta ao Mundo em 80 Dias. Foi muito divertido, pois enquanto eu lia a história em português, o J. lia em inglês, com uma pronúncia um pouco ranhosa no princípio, mas que foi melhorando aos poucos. No fim, até leu "comboio" com pronúncia inglesa! 
Esta colecção tem mais três livros que são: A Gata Borralheira, cujo tema é a Casa e as Coisas de Casa; O Livro da Selva, que fala sobre o Reino Animal; Tom Sawyer, Pirata, que fala sobre o Corpo Humano e a Roupa.
A Visão vai voltar a distribuí-los com o custo de mais 1€ sobre o valor da revista. 

Isto não é publicidade, pois a Visão não me paga nada, mas aconselho estes livrinhos, que valem bem o 1€ que pagamos por cada um deles...