quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Super-Mãe

Sempre pensei que poderia ser uma super-mãe. Super-independente, super-rigorosa, super-educadora, super-brincalhona, super-divertida, super-carinhosa ... super, super, super ...

Na realidade, não sou super em nada e em algumas áreas deixo muito a desejar! Não consigo brincar com o J., descontraidamente, sem me preocupar em estar a educá-lo... Perco espontaneidade, só tenho brincadeiras calculadas e não consigo "curtir o momento" como gostaria. 

Às vezes, desejo separar o cérebro do corpo para conseguir sentir sem racionalizar... Não sei se me estou a explicar bem, mas o que quero dizer é sinto que o facto de eu racionalizar as brincadeiras me impede de viver o momento em toda a sua plenitude ...

Por não conseguir ser a super-mãe que gostaria, agradeço o facto de os filhos não serem unicamente filhos das suas mães e existirem os pais (que tanta falta fazem quando não estão presentes) e que preenchem os espaços que deixamos vazios... E assim, este trabalho conjunto divido por dois, permite-nos ficar, apenas, com a "pequena" tarefa de preencher os espaços que os pais deixam vazios... Ufa, que alívio! 

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